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Bastian Beyer usa bactérias para calcificar tricô em materiais de construção

O projeto de Bastian Beyer, arquiteto e designer londrino, explora o potencial do uso de estruturas têxteis de malha que foram biologicamente solidificadas como materiais de construção sustentáveis. As informações são do Deezen.

Beyer aplicou técnicas tradicionais de tricô em tecidos incomuns antes de solidificá-las usando processos biológicos, para determinar o potencial estrutural dos materiais compostos.

Ele espera que o material resultante possa ter um uso no projeto arquitetônico e na construção, como divisores espaciais, características de sombreamento, reforço e sistemas de telhado ou parede potencialmente estruturais.

Seu experimento viu uma coluna têxtil macia e artesanal transformada gradualmente em uma estrutura rígida usando um microbioma têxtil ativo (uma coleção de micro-organismos) de uma bactéria chamada sporosarcina pasteurii para formar uma camada de calcita na fibra da estrutura tricotada.

Beyer usou um tear manual personalizado para criar uma coluna têxtil de 160 centímetros de altura a partir de fibra de juta e poliéster permeável – recursos ecologicamente corretos e sustentáveis.

A coluna é composta por quatro padrões de tricô distintos que foram posicionados de acordo com as cargas de compressão esperadas em toda a estrutura.

Beyer experimentou diferentes padrões de tricô, variando a densidade e a estrutura para testar como as diferentes qualidades estruturais dos padrões individuais trabalhavam com o processo de biocalcificação e como elas, por sua vez, definiam o desempenho da estrutura final.

A coluna acabada foi então montada dentro de um biorreator rotativo, fornecendo um ambiente controlado, antes de ser pulverizada com uma solução ativa da bactéria sporosarcina pasteurii.

Um segundo sistema de irrigação foi então iniciado, aplicando uma solução de cloreto de cálcio e ureia para desencadear a solidificação bacteriana da calcita.

Os micro-organismos transformam ativamente a microestrutura interna do material depositando camadas microscópicas de calcita entre as fibras, unindo-as continuamente.

Este tratamento alternativo foi repetido oito vezes ao longo de um período de três dias, formando gradualmente uma massa de suporte de carga de cristais de calcite dentro da coluna de malha fibrosa.

“O material oferece uma alternativa aos materiais compostos derivados de petroquímicos, pois é baseado em fibras naturais e solidificado por um processo natural”, explicou Beyer.

“Embora não possa competir estruturalmente com fibras de alta tecnologia, como carbono ou fibra de vidro, oferece um compósito novo, sustentável e bioderivado, com uma nova estética e características inerentes ao projeto arquitetônico”, acrescentou.

Os micro-organismos pulverizados na estrutura de malha reagem a estímulos externos específicos, o que desencadeia a transformação, o que significa que o material está respondendo biologicamente ao seu ambiente. De acordo com Beyer, essa propriedade inerente poderia ser usada para características de material de automontagem ou autorreparo.