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Sacos de cimento deixam os lixões e viram móveis

Sacos de cimento vazios são um problema real para construção civil. Apesar de serem feitos de papel e terem uma resistência muito grande, eles não são recicláveis. O motivo é que o pó de cimento se impregna de tal forma nas fibras do papel, que o custo para reciclagem se torna altíssimo!

Há alguns anos, o moveleiro e artista plástico Alexandre Toscano, de Teresópolis (RJ), soube do problema com o descarte de sacos de cimento. Seu interesse nos assuntos de sustentabilidade e o gosto pela pesquisa os levaram a iniciar uma série de tentativas de reuso deste material. “Quando soube do destino de um material tão nobre, logo passei a imaginar novas aplicações para ele”, comenta o criador do ecomármore.

Após várias pesquisas, misturas e tentativas, chegou-se a uma espécie de pasta inovadora. Sua resistência e rigidez após secagem permitem inúmeras aplicações em movelaria. O ecomármore vem sendo usado na produção de mesas, biombos, aparadores, bancos e objetos de decoração.

As pesquisas de aprimoramento continuam, assim como novas experiências de aplicabilidade desta matéria prima inovadora. A empresa fundada por Alexandre Toscano, o Vem da Serra, venceu editais da Faperj em 2013 e 2015, para apoio em pesquisa e aquisição de equipamentos para desenvolvimento da nova matéria prima.

As peças com ecomármore são produzidas em baixa escala, na oficina do Vem da Serra em Teresópolis, região serrana do Rio. Existe uma loja instalada no mesmo endereço, com produtos para pronta entrega. Peças em ecomármore criadas em parceria com designers já foram expostas em mostras como a CasaBrasil.RS, a exposição Rio+Design, a ArtRio16 e, mais recentemente, a mostra “Um Banquinho para Chamar de Seu” paralela a Novos Talentos Brasileiros – Design & Arte, também no Rio de Janeiro.